O Mário e os outros

Parece que o mário crespo será alvo de umas quantas pressões para que
o calem ou que o empurrem para um buraco qualquer do qual não possa
sair sozinho. Nada de novo para ele.
Parece que não temos alternativa senão de chafurdar nestes jotinhas
transformados em homens de palha, no nosso trabalho, nos jornais e no
governo. Já o literato Vasco nos tinha avisado após as últimas
eleições legislativas. O drama é que os partidos políticos ficaram
reféns dessa estratégia de vazio, de pessoas que apenas ambicionam o
poder pelo poder, pois a sua fraca preparação intelectual não lhes
permite ver mais. São fruto de uma educação por objectivos, centrada
no umbigo do indivíduo. O fim único é vencer, não a si próprio
entenda-se, mas os demais, custe o que custar. O sucesso é
isso. Mede-se pelo respeito dos outros. Sem mais. E para isso é
preciso não acreditar em nada, não ter lido nada e sobretudo não
questionar nada. As regras são estas. Nós apenas as jogamos. Foi assim
no tempo da PIDE. É assim agora. De cabeça baixa, cheios de medo, não
percebemos que esse abismo está mesmo à nossa frente, se quisermos
ser bem sucedidos ou se acharmos que isso é realmente importante.

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